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Sites institucionais

Site institucional: o que ele precisa ter para aparecer no Google

Entenda o que é um site institucional, quais páginas ele precisa ter, o que o Google avalia antes de mostrar o seu site e um checklist para conferir o seu hoje.

Por Rodrigo Neiverth · · leitura de 8 min

Capa do artigo da Faroll Performance sobre site institucional com a frase Site que trabalha por você e um celular mostrando um site com uma página para cada serviço.

Um site institucional pode custar caro, ficar bonito e, mesmo assim, não trazer nenhum contato novo. Acontece todos os dias: a empresa investe, aprova o layout, publica, e o telefone continua tocando só por indicação. Quase sempre o problema não está nas cores nem nas fotos. Está naquilo que ninguém vê quando olha a página: a estrutura.

Neste artigo você vai entender o que é um site institucional, quais páginas ele precisa ter, o que o Google avalia antes de mostrar o seu site para alguém e um checklist para conferir o seu hoje mesmo.

O que é um site institucional (e o que ele não é)

Site institucional é o site que apresenta a empresa: quem ela é, o que faz, para quem, onde atende e como falar com ela. Ele serve principalmente a empresas de serviço e a profissionais liberais, que vendem confiança antes de vender qualquer coisa.

Vale separar de dois parentes próximos:

  • Loja virtual vende produtos com carrinho e pagamento no próprio site. É outro tipo de projeto, com outras exigências.
  • Landing page é uma página única, feita para uma campanha ou uma oferta específica. Funciona muito bem para anúncios, mas não substitui o site, porque uma página só não consegue responder a todas as buscas que o seu cliente faz.

O site institucional é a base. É para ele que o Google, os anúncios, o Perfil da Empresa no Google e as redes sociais apontam quando alguém quer saber mais.

As páginas que todo site institucional precisa ter

Não existe um número mágico de páginas. Existe uma regra: cada pergunta importante do cliente merece uma resposta clara, e cada serviço importante merece a sua própria página. Um bom ponto de partida:

  • Página inicial: em uma frase, o que a empresa faz, para quem e onde atende. Logo abaixo, os serviços e o caminho para o contato.
  • Uma página para cada serviço: é a parte que mais pesa no Google (explicamos o motivo na próxima seção).
  • Sobre: história, equipe, estrutura e o que diferencia a empresa. É aqui que nasce a confiança.
  • Contato: telefone clicável, e-mail, mapa ou área atendida, horário e um formulário curto.
  • Política de privacidade: a LGPD exige transparência sobre o uso de dados pessoais, e esta página é o lugar para isso, principalmente quando o site usa cookies de análise e de publicidade.

Um blog com artigos úteis é um ótimo complemento, mas não vem antes das páginas de serviço.

Uma página para cada serviço: o que mais pesa no Google

Imagine alguém que digita "advogado trabalhista" no Google. Se o site do escritório tem uma única página chamada "Áreas de atuação", com uma lista de dez especialidades, as chances de aparecer para essa busca são pequenas. O Google procura a página que responde melhor à pergunta, e uma lista genérica responde mal.

Quando cada serviço tem a sua página, com título claro, explicação de como funciona, para quem é indicado e as dúvidas mais comuns, cada página vira uma porta de entrada diferente no Google. É por isso que três cuidados aparecem em todo site bem estruturado:

  • Títulos pensados para a busca. O Google usa as palavras do elemento de título da página, entre outras fontes, para montar o link azul que aparece no resultado.
  • Descrições curtas e exclusivas. Segundo o guia de SEO do Google, uma boa descrição é curta, exclusiva de uma página e traz os pontos mais relevantes dela.
  • Endereços legíveis. O Google recomenda incluir no endereço palavras úteis para quem lê, como "seusite.com.br/direito-trabalhista" em vez de "seusite.com.br/pagina?id=27".

Nada disso funciona sem conteúdo de verdade. O próprio Google diz que criar conteúdo útil e confiável, feito para pessoas, provavelmente pesa mais nos resultados do que qualquer outra sugestão do guia dele.

Celular primeiro, de verdade

Muita gente ainda aprova o site olhando no computador. Só que o Google faz o contrário: ele usa a versão para celular do conteúdo para indexar e classificar as páginas. Se o site funciona bem no computador e fica confuso no celular, é a versão confusa que está sendo avaliada.

Na prática, abra o seu site no celular e confira: o texto dá para ler sem dar zoom? Os botões são fáceis de tocar? O telefone abre a ligação com um toque? O menu mostra os serviços sem esforço?

Velocidade: os números que o Google usa

Página lenta perde o visitante antes de ele ler a primeira frase. Para medir isso de forma objetiva, o Google criou as Core Web Vitals, três métricas de experiência. As referências consideradas boas, segundo o web.dev, são:

MétricaO que medeReferência boa
LCPQuanto tempo o maior elemento da tela leva para aparecerAté 2,5 segundos
INPQuanto tempo a página leva para reagir a um toque ou cliqueAté 200 milissegundos
CLSO quanto os elementos "pulam" de lugar enquanto a página carregaAté 0,1

A recomendação é atingir essas marcas em pelo menos 75% das visitas, no celular e no computador. Dá para conferir de graça no PageSpeed Insights, ferramenta do próprio Google.

O que mais deixa um site institucional lento costuma ser simples de resolver: imagens enormes sem compressão, excesso de plugins e efeitos, e hospedagem fraca.

Confiança e contato: o caminho até a conversa

Quem chega ao seu site está tentando responder uma pergunta: "é aqui que resolvo o meu problema?". A estrutura precisa ajudar nisso logo na primeira tela, e depois facilitar o próximo passo. Alguns cuidados:

  • Clareza na primeira tela: o que você faz, para quem e onde, numa frase.
  • Provas de confiança: tempo de mercado, estrutura, equipe, avaliações do Google e cases, sempre com autorização do cliente.
  • Dúvidas respondidas: prazo, forma de atendimento, região atendida, o que for importante no seu setor. Uma seção de perguntas frequentes ajuda o visitante a decidir e ajuda os buscadores a entender o que você faz.
  • Contato a um toque: botão visível no topo e repetido ao longo da página, telefone clicável no celular e formulário curto. Cada passo extra é uma chance de a pessoa desistir.
  • Dados iguais em todo lugar: nome, telefone, endereço ou área atendida e horário iguais aos do Perfil da Empresa no Google. Os dados estruturados de empresa local, marcações no código da página, também ajudam o Google a entender essas informações.

Profissões com conselho: cuidado com a publicidade

Advogados, médicos, dentistas, psicólogos e outras profissões regulamentadas seguem regras próprias de publicidade, e o site entra nelas. Alguns exemplos: a advocacia segue o Provimento 205/2021 da OAB, e a medicina segue a Resolução 2.336/2023 do Conselho Federal de Medicina. Antes de escrever os textos e escolher as imagens do site, vale ler a norma da sua profissão ou consultar o seu conselho. Um bom site profissional informa e gera confiança sem prometer resultado.

Sem medição, ninguém sabe se o site funciona

Muitos sites ficam no ar por anos sem que ninguém consiga responder quantas pessoas visitaram, de onde vieram e quantas entraram em contato. Três ferramentas gratuitas resolvem isso:

  • Google Search Console: mostra por quais buscas o site aparece no Google e se há problemas de indexação.
  • Google Analytics 4: mostra visitas, origem do tráfego e o que as pessoas fazem no site.
  • Medição dos contatos: cada clique no botão de contato e cada formulário enviado registrado como conversão.

Com esses números, o site deixa de ser opinião e passa a ser decisão: dá para saber qual página traz cliente, qual precisa ser reescrita e onde vale investir.

Checklist para avaliar o seu site institucional hoje

  1. Abra o site no celular, fora do Wi-Fi, e repare quanto tempo ele leva para mostrar algo útil.
  2. Rode o endereço no PageSpeed Insights e veja se as três métricas estão dentro da referência.
  3. Confira se cada serviço importante tem uma página própria, com título e descrição próprios.
  4. Pesquise no Google o seu principal serviço com o nome da sua cidade e veja qual página aparece, se aparecer.
  5. Conte quantos toques são necessários, a partir da página inicial, para falar com a sua empresa.
  6. Pergunte a quem cuida do site quantos contatos ele gerou no mês passado.

Se alguma resposta incomodou, a estrutura merece atenção antes de qualquer troca de layout.

Perguntas frequentes

Quanto tempo um site novo leva para aparecer no Google?

Depende. O próprio Google avisa que algumas mudanças podem levar algumas horas para aparecer, e outras podem levar vários meses. Enviar o mapa do site pelo Search Console ajuda o Google a encontrar as páginas. Subir de posição em buscas concorridas é trabalho de SEO, de médio prazo.

Site institucional ou landing page: qual fazer primeiro?

Para quem quer ser encontrado no Google, o site institucional vem primeiro, porque tem uma página para cada serviço. A landing page é ótima para campanhas pagas com uma oferta específica, e funciona melhor quando já existe um site sólido por trás.

Preciso de um blog no site institucional?

Não é obrigatório, mas ajuda. Artigos que respondem às dúvidas reais dos clientes aumentam as chances de a empresa aparecer em mais buscas e mostram conhecimento. O blog vem depois das páginas de serviço, não no lugar delas.

Site feito em construtor pronto funciona?

Pode funcionar, desde que permita uma página por serviço, títulos e descrições editáveis, endereços legíveis, boa velocidade no celular e medição dos contatos. O que pesa é a estrutura, não a ferramenta.

Para refletir

Layout se troca em poucas semanas. Estrutura é o que sustenta anos de presença no Google e de contatos chegando. Por isso, quando o assunto é site institucional, a pergunta mais útil não é "ele está bonito?", e sim "ele está trabalhando?".

Se o seu site fosse um vendedor, ele estaria batendo a meta?

Referências

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